Realizadores do Festival Dedallus Play ganham espaço em publicação internacional
Entrevistas realizadas por Clinton R. Siegle apresentam ao público internacional cineastas que participaram da primeira edição do festival e ampliam as conexões criadas a partir da mostra.

A primeira edição do Festival de Cinema Online Dedallus Play continua gerando conexões para além de sua programação. Realizadores que participaram do festival estão sendo entrevistados pelo escritor e entrevistador norte-americano Clinton R. Siegle, responsável pelo projeto internacional Ender Talon, que reúne entrevistas com artistas, cineastas, escritores e profissionais de diferentes áreas.
As primeiras publicações dessa iniciativa apresentam quatro realizadores que integraram a programação do Festival Dedallus Play: Pedro Augusto Alves Teixeira, F. Monteiro Júnior, Elder Fraga e Ana Cavazzana.
Nas entrevistas, os cineastas falam sobre suas trajetórias, processos de criação, escolhas estéticas e experiências na realização de seus filmes, permitindo que leitores de outros países conheçam não apenas as obras exibidas no festival, mas também os artistas e as histórias existentes por trás delas.
Pedro Augusto Alves Teixeira — A Arte de Ser
Diretor do documentário A Arte de Ser, Pedro Augusto Alves Teixeira fala sobre sua relação com o cinema documental, a valorização de histórias negras e a decisão de realizar o filme em sua cidade natal, Barra do Piraí, no Rio de Janeiro.
Na entrevista, Pedro também comenta a experiência de conquistar, no Festival Dedallus Play, o Prêmio do Júri Popular de Melhor Curta-Metragem Documental, além de abordar sua relação com os personagens do filme e as referências visuais utilizadas na construção da obra.
Leia a entrevista com Pedro Augusto Alves Teixeira
F. Monteiro Júnior — Estalos
Vencedor de Melhor Curta-Metragem de Ficção com Estalos, F. Monteiro Júnior apresenta uma extensa trajetória como cineasta, escritor e profissional ligado à formação audiovisual.
Na conversa, o realizador piauiense revela a origem de Estalos e explica como nasceu a proposta de construir um filme sem diálogos, no qual os sons produzidos pelo corpo do protagonista se transformam em parte fundamental da própria narrativa. Monteiro Júnior também aborda a trajetória do curta por festivais e a importância dessa circulação para ampliar a presença do cinema produzido no Piauí.
Leia a entrevista com F. Monteiro Júnior
Elder Fraga – Ninguém é Campeão Sozinho / Um Dia Após o Outro / Eu só Queria Comer
O cineasta, roteirista e produtor Elder Fraga também integra a primeira série de entrevistas. Com uma trajetória construída entre curtas e longas-metragens, o realizador conversa com Clinton sobre sua experiência no audiovisual, seus processos criativos e diferentes momentos de sua carreira.
Leia a entrevista com Elder Fraga
Ana Cavazzana — Duas
A cineasta, diretora e artista visual Ana Cavazzana, realizadora de Duas, completa este primeiro grupo de participantes entrevistados. A conversa percorre sua relação com o cinema e as artes visuais e apresenta aspectos de sua trajetória e de seu trabalho como realizadora.
Leia a entrevista com Ana Cavazzana
Conexões que continuam depois do festival
A relação entre a Dedallus Play e Clinton R. Siegle é anterior ao festival e começou a ser construída a partir do contato estabelecido quando suas obras foram submetidas à curadoria da plataforma. Desde então, essa aproximação se ampliou: ERNEST SUITCASE passou a integrar o catálogo da Dedallus Play, enquanto DREAMER e MIRROR MIRROR participaram do 1º Festival de Cinema Online Dedallus Play.
A realização do festival abriu uma nova possibilidade para essa parceria. A partir do contato com os demais cineastas participantes, Clinton passou a realizar entrevistas individuais com alguns dos realizadores e manifestou interesse em conhecer também outros nomes que integraram a programação, solicitando à organização do festival a intermediação desses contatos.
A Dedallus Play está colaborando com essa aproximação, permitindo que novos convites sejam feitos diretamente aos cineastas interessados em compartilhar suas experiências e seus trabalhos com leitores de outros países.
A iniciativa representa um dos desdobramentos da primeira edição do festival e reforça um dos propósitos que orientaram sua realização: criar espaços de encontro, circulação e visibilidade para o cinema independente, estabelecendo conexões que possam continuar para além dos dias de exibição.
Para a Dedallus Play, o encerramento de um festival não precisa significar o encerramento das relações construídas durante ele. Ao contrário: filmes que se encontram com novos públicos, realizadores que estabelecem novos contatos e obras que alcançam outros espaços fazem parte do caminho iniciado pelo festival.
Cinema independente sem fronteiras.
